Mitologia grega
No Florário de Cattabiani conta-se a seguinte lenda grega:
Uma jovem coríntia morreu e a sua ama colocou, sobre a campa, uma cesta com os seus objectos preferidos, coberta com uma telha para evitar que fosse roubada. Na Primavera, o escultor e arquitecto Calímaco, ao passar, viu a telha levantada por uma mata constituída pelas folhas de um acanto que crescera sobre o túmulo, como que a simbolizar a imortalidade da jovem. A visão inspirou ao artista a ideia do capitel coríntio, decorado com grandes folhas oblongas e profundamente recortadas desta planta.
Mitologia Clássica
Uma ninfa que repudiou Apolo, deus das artes, foi, por esta sua atitude, transformada por ele em planta carnosa, com belas flores, fascinantes mas espinhosas, e destinada a manter afastadas dos lugares sagrados as divindades malignas.
Tradição Católica
O acanto, adoptado pela tradição católica como defesa das criptas e dos sepulcros e como custódia das relíquias dos santos, isto é, dos defuntos na graça de Deus, e, por isso, aceites na luz eterna, tornou-se símbolo de ressurreição e de vida eterna.