História do Atletismo
Os acontecimentos
desportivos vêm sendo organizados desde há quase três mil anos. O Atletismo é a forma mais antiga de um
desporto organizado. Na realidade, trata-se de uma mistura de vários desportos,
que engloba as corridas, os saltos e os lançamentos, vem dos tempos de outrora
em que correr, saltar e lançar eram encarados como uma aprendizagem vital na
caça e na guerra. Nos originários antigos jogos em Olímpia, os corredores
usavam elmo e escudo. Nos primeiros jogos de que há registo efectuados na
Grécia, em 776 a.C., existiu apenas uma prova, a corrida no estádio. O número
de modalidades e a extensão dos jogos foi aumentando gradualmente. Hoje, a
corrida, o salto e os lançamentos têm uma posição destacada no mundo do
desporto. O atletismo é um desporto de alta competição que continua a dar
imenso prazer a quem o pratica.
No início da corrida, os corredores costumavam cavar uns orifícios no
chão para terem algo que os impulsionasse no começo da corrida. Hoje, os
adeptos dos 100 m , 200 m e 400 m servem-se de blocos de partida, para terem
uma base mais sólida que lhes permita fazer força no arranque. Os blocos têm de
estar presos à pista e estão providos de bicos pequenos nas arestas para se ter
a certeza de que não danificarão a superfície daquela. Os blocos podem estar ligados
a um aparelho que detecta se um pé largou o bloco antes do tiro de partida, em
menos de 0,1 segundos, o que serve para concluir se algum atleta fez uma
partida falsa.
A posição das mãos, ao aviso “ todos aos seus lugares “ devem estar
atrás da linha de partida, a formar uma ponte entre o polegar e os restantes
dedos
da mão - não se deve apoiar
a palma da mão na pista.
Na preparação para a corrida o estado psicológico de um atleta é tão
importante como a sua condição física.
Um estádio é concebido de
modo a que possam ocorrer ao mesmo tempo provas de corrida (ou pista), bem como
de saltos e lançamentos (ou campo).
A pista moderna é oval, mede
400 m de perímetro, e possui seis a dez
faixas. A superfície da pista é geralmente de plástico ou borracha, o que a
torna tanto resistente ao tempo como ao atrito. As modalidades de campo
realizam-se no centro da pista, área essa que se designa por centro do campo.
O atletismo engloba várias
modalidades, tais como: modalidades de sprints
- 100 m, 200 m e 400 m; meio fundo - 800 m, 1500 m, 3000 m, 5000 m e 10000 m;
corrida de estafetas; barreiras; triplo salto; salto em comprimento; salto em
altura; lançamento do disco; lançamento do dardo; lançamento do peso; salto à
vara; as provas combinadas e a maratona.
Uma das modalidades atléticas mais excitantes é a corrida de estafetas,
constituindo, com frequência, o ponto alto das competições importantes, como os
Jogos Olímpicos, e sendo, habitualmente, a última das provas. Ao contrário da
maioria das outras, esta é uma prova de equipa, em que quatro corredores fazem
um determinado trajecto. Cada corredor é escolhido por ter um mérito especial.
O mais rápido actua na primeira posição, os mais potentes ocupam a segunda e a
última, e o melhor a descrever curvas actua em terceira. O primeiro passa ao
segundo um testemunho, e assim sucessivamente. As principais provas são 4x100
m e 4x400 m.
O testemunho é um tubo macio e oco, com cerca de 30 cm de comprimento e 12 cm de perímetro. Pode ser feito de madeira,
metal ou plástico, e pesa 50 g apenas.
Em geral, os testemunhos têm uma cor viva, para se verem com facilidade. Uma
boa passagem do testemunho pode poupar preciosos segundos numa corrida. Na
prova dos 4x100 m, o corredor que parte não olha para trás ao receber o
testemunho, mas na dos 4x400 m, que é muito fatigante, o corredor que parte
olha para trás na passagem do testemunho.
Passagem por cima - Das duas passagens de testemunho, esta é a mais
fácil de aprender e a mais segura de utilizar. O corredor da frente mantém o
braço baixo, o que facilita a entrega do testemunho.
1- Quando
o corredor da frente ouve o de trás gritar-lhe, estica a mão esquerda, com a
palma virada para baixo. O polegar e o indicador devem formar um V.
2- O
portador do testemunho levanta-o até ao V formado pela mão do corredor da
frente. O corredor nº 1 deve agarrar o testemunho pelo seu primeiro quarto, o
nº 2 pelo segundo, etc.
3- O
portador do testemunho larga-o quando vê que o corredor da frente o agarrou. O
testemunho é transportado na mão direita desse corredor e transferido para a
mão esquerda do corredor seguinte.
Passagem por baixo - Quando se faz correctamente, esta passagem torna-se
a mais rápida. Contudo, é a mais difícil, porque o corredor da frente eleva
mais o braço para receber o testemunho.
1- O
portador do testemunho agarra a extremidade deste, enquanto o corredor da
frente leva a mão direita atrás, com a palma virada para cima.
2- O
portador entrega o testemunho baixando-o para a mão esticada do outro. Este
deve ter os dedos a formar um V.
3- O
corredor da frente pega no testemunho coma mão direita, pronto a passá-lo para
a mão esquerda do próximo corredor.
Nos Jogos Olímpicos de 1896, a primeira destas corridas executou-se numa
distância de 100 m. Nessas primeiras competições as barreiras eram, na
realidade, barreiras para carneiros, pregadas à pista, portanto, muitíssimo
pesadas e capazes de magoar gravemente um atleta que derrubasse uma delas.
Hoje, esta prova pratica-se em distâncias de 100 m (mulheres), 110 m (homens) e
400 m (homens e mulheres). As barreiras actuais são uma barra de madeira
apoiada em dois postes de metal ajustáveis. Não estão presas à pista, mas têm
de pesar o suficiente para que seja precisa uma força de 3,6 kg para as
derrubar. A altura da barreira varia
consoante a idade e o sexo. Abaixo dos 14 anos (A-14) dos rapazes e dos 17 anos
(A-17) das raparigas, emprega-se a barreira de 76 cm; os rapazes A-15, as
raparigas A-20 e as mulheres mais velhas saltam uma barreira de 84 cm; os
rapazes A-17 transpõem uma altura de 91,4 cm, e os homens mais velhos uma de
106,7cm. Quando os atletas estão a saltar barreiras, esforçam-se por executar
uma corrida suave e contínua, apenas ligeiramente interrompida cada vez que
passam sobre uma barreira, a isso chama-se técnica
de barreiras.
O Triplo Salto é um dos
tipos de salto mais complicados e exigentes. As suas origens remontam tão longe
quanto os antigos Jogos Olímpicos dos Gregos, quando não existiam quaisquer
regras e os atletas podiam dar dois pulos e um salto, ou três passos e um
salto. Ainda nos primeiros Jogos Modernos, James Conolly, o vencedor, ganhou
com dois pulos e um salto. Hoje as regras obrigam os atletas a “um pulo, um
passo e um salto”, enquanto tentam cobrir a maior distância possível. Para esta
modalidade os atletas precisam de ser ágeis e ter pernas muito fortes. O ritmo
também é importante, já que necessitaram de tornar os voos de cada fase tão
iguais quanto possível e devem ter noção da sincronização ao aterrarem.
Pulo, passo e salto.
1- O
atleta esforça-se por ganhar velocidade na corrida de balanço, por causa da rapidez
e da distância que irão perder cada vez que fizerem a chamada.
2- O
pulo de chamada deve ser rápido e enérgico. Batem na tábua de chamada com o pé
todo e avançam com essa perna, atirando-a para cima, de forma a que a sua coxa
fique paralela à pista.
3- Arremessam
a perna esquerda para uma posição horizontal, de maneira a ficar paralela ao
chão e lhes impulsionar o joelho direito para trás. Nesta fase de contacto
intermédio tentam “cravar” o pé esquerdo no chão, da frente para trás, atirando,
assim, o corpo para a frente.
4- Ao
caírem, os seus pés devem estar um pouco à frente dos joelhos e das ancas.
Serão impulsionados para a frente pelo pé em que caem, “cravado” no chão, bem
como pela oscilação do joelho direito.
5- Aproveitando
ainda o movimento oscilatório de um só braço, entram na fase do passo. O voo é semelhante ao do pulo.
Com as pernas bem afastadas, levantam a perna direita e arremessam-na para a
frente.
6- Este
passo de contacto intermédio é o mais difícil do triplo salto porque é
executado com a perna mais fraca e porque já terão perdido imensa velocidade e
ímpeto nas duas chamadas anteriores. Quando, caírem, lançam os braços para a
frente preparando, assim, a sua próxima chamada.
7- Partem imediatamente com a perna do contacto
intermédio. A chamada do salto é mais elevada do que a do pulo e do passo, e
faz um ângulo de 20-24º.
8- Quando
levarem o joelho direito ao encontro do esquerdo, pareceram suspensos no ar,
por instantes, até dobrarem o corpo para a frente, pronto a aterrar. A este
movimento chama-se “salto pairante”.
9- Quando
tocarem na areia, projectam os braços para a frente e deixam que os joelhos se
dobrem um pouco - impedindo que o corpo caia para trás ao aterrarem.
As medidas de distância do triplo salto, bem como do salto em
comprimento, são medidas a partir da tábua de chamada até à marca mais próxima
que existir na areia. Por conseguinte, devem sempre tentar cair para a frente,
na aterragem e afastarem-se pela frente do buraco. Se caírem ou andarem para
trás, o seus saltos serão medidos a partir da distância mais curta.
De todas as provas de salto,
o salto em comprimento é talvez o mais natural de executar e o mais simples de
aprender. O objectivo é fazer a chamada atrás de uma determinada linha e tentar
cobrir a maior distância possível, antes de aterrar na caixa de areia. A
modalidade torna-se mais difícil devido às velocidades fantásticas que o
corredor tem de alcançar na corrida de balanço, porque isso afecta directamente
o comprimento do salto. Os saltadores com mais sucesso nesta modalidade muitas
vezes têm a constituição dos sprinters
- altos, com pernas compridas e uma boa capacidade de arranque. Nos treinos
devem esforçar-se por desenvolver a sua força, um bom sentido rítmico e a
capacidade de avaliar distâncias com rigor. Há quatro fases distintas no salto
em comprimento: a corrida de balanço, a chamada, o voo e a queda ou aterragem.
1- Batem
na tábua de chamada com o pé todo, e depois, avançam rapidamente com a perna
livre, lançando-a para cima e para a frente. Estendem a outra perna e conservam
o corpo direito enquanto se impulsionam.
2- Durante
o voo tentam dar uma ou duas passadas, o que os ajudará a impulsionar o corpo
para diante, enquanto estão no ar.
3- Quando
se preparam para aterrar juntam as pernas e balançam-nas para a frente.
Conservam os pés elevados e fazem oscilar os braços para trás, enquanto o corpo
avança.
4- No
momento em que tocam com os pés na areia, dobram ligeiramente os joelhos e
tentam impulsionar-se para além da marca feita pelos pés.
Um dos factores mais
importantes no salto em altura é o material em que os atletas têm que aterrar.
Até princípios da década de 60, caíam sobre areia e, por conseguinte eram forçados
a servir-se de uma técnica de salto que lhes garantisse uma queda incólume. O
aparecimento de uma área de espuma, permitiu aos atletas concentrarem-se na
passagem sobre a fasquia. Tal como o salto em comprimento e o triplo salto, o
salto em altura tem quatro fases: corrida de balanço, chamada, passagem da
fasquia e queda ou aterragem.
Os dois tipos principais de
salto em altura são o Fosbury e a tesoura. O estilo Fosbury foi usado pela
primeira vez no México, quando um atleta americano, nos Jogos Olímpicos, em
1968. Em vez de executar o habitual salto em tesoura, Fosbury espantou a
multidão ao passar a fasquia de costas e cair sobre estas. Embora seja uma
técnica ligeiramente mais difícil de aprender do que a da tesoura, vai permitir
um salto muito mais elevado.
1- A
corrida de balanço deve consistir em 8 a 10 passadas. As primeiras 4 e 5 serão
lineares e vão permitir ganhar velocidade, enquanto as últimas 4 e 5 serão
curvilíneas, para os fazer elevar sobre a fasquia.
2- Enquanto
se aproximam da fasquia, dão as últimas passadas mais curtas e mais rápidas.
Tentam cair sobre os calcanhares, porque isso fará com que consigam baixar as
ancas e flectir a perna da chamada, aprontando-se para o salto.
3- O
seu pé de chamada deve estar agora a apontar na direcção que pretendem. Mantêm
dobrada a perna interior, enquanto fazem avançar a coxa e a levantam.
4- Em
consequência da corrida de balanço curvilínea, o seu corpo irá virar-se
enquanto saltam, e serão impulsionados sobre a fasquia, de cabeça para a
frente.
5- Enquanto
passam a fasquia, levantam a cabeça e os ombros, para verem os pés. Mantêm as
costas direitas, empurram os ombros para trás e os calcanhares para dentro.
Isso irá evitar-lhes que as ancas caiam e irá elevar-lhes as pernas sobre a
fasquia. Esforçam-se por cair sobre as costas e os ombros.
O praticante desta
modalidade roda em torno de um círculo antes de arremessar um objecto plano e redondo,
designado por disco. O disco remonta ao século VIII a.C. Até 1912, o disco era
lançado de uma plataforma inclinada. Hoje, os atletas são obrigados a lançá-lo
de dentro de um círculo com 2,5 m de
diâmetro. Têm de dar uma volta e meia ao círculo, antes de largarem o disco - o
que significa que a acção é mais parecida com um arremesso de uma funda do que
com um lançamento.
O disco é feito de madeira e contornado por um aro de metal. A parte
central pode ser de madeira, metal ou borracha. Para segurar o disco, ele deve
estar folgado na palma da mão lançadora, com a beira apoiada nas pontas dos
dedos. Podem abrir os dedos a intervalos regulares, ou manter juntos o
indicador e o médio. Em ambas as preensões, servem-se do polegar para manterem
o disco numa posição firme. Uma das melhores maneiras de aprender a lançar o
disco é parado. Isso vai ensinar os elementos básicos da modalidade e também
irá auxiliar o treino futuro. Usar esta técnica aumenta gradualmente a
velocidade, fazendo girar os braços e o tronco a partir das ancas.
1- Parados,
com os pés afastados à mesma largura dos ombros, seguram o disco na mão que
lhes der mais jeito. Viram um pouco o corpo, enquanto estendem o braço para
trás.
2- Fazem
girar o disco para a frente, virando também o corpo, enquanto o fazem.
3- Levam
o disco até ao ponto mais alto do seu rodopio. Agora devem ter o peso apoiado
no pé esquerdo. Viram-no de frente para a posição em que vão lançar.
4- Voltam
à posição de partida e recomeça a sequência. Flectem os joelhos, enquanto giram
o corpo e, gradualmente, vão acumulando velocidade.
Desde que tenham controlado
o balanço, tentam virar-se, enquanto lançam. Começam na parte de trás do
círculo, mantendo as pernas flectidas e ligeiramente afastadas, e os braços
abertos. Desviam o seu peso para o pé oposto ao braço lançador, e giram nesse
pé. Dão uma volta ao corpo, e aterram sobre o outro pé. Quando se virarem de
novo para as traseiras do círculo, começam a endireitar o corpo e a levar para
a frente o braço lançador, num gesto largo e balanceado. Lançam o disco e
atravessam o seu braço direito, em frente do corpo, à altura do peito, levando
o pé direito para diante, o que lhes evitará uma queda. Um peso normal tem
7,257 kg, sendo fabricado em aço. O peso para as mulheres tem 4 kg.
Ao contrário de outras
provas de lançamento, esta é praticada com corrida de balanço e não num
círculo.
Evoluiu a partir do arremesso de dardos usados pelos nossos
antepassados na caça e na guerra, mas as distâncias são agora muito superiores
ao que se poderia imaginar, resultando de melhorias na concepção do dardo e na
própria técnica de lançamento. De facto, em 1984 o dardo teve de ser novamente
desenhado porque estava a cair para lá do campo e sobre a pista - uma distância
de mais de 100 metros! O dardo é composto a partir de um cabo de madeira ou
metal, com uma ponteira de metal e uma braçadeira de cordão.
No lançamento do dardo são
precisas as seguintes etapas:
1- Ganhar
velocidade na corrida de balanço. Segurar o dardo alto, com a palma da mão
voltada para cima.
2- Nas
últimas passadas da corrida, esticar o braço que vai lançar, para que o dardo
ficar atrás de si, e também levantar o joelho direito, na última passada. A isso
chama-se passada cruzada.
3- Devido
à passada cruzada, aterram no pé direito, com o corpo inclinado para trás e as
ancas para a frente, posição essa destinada a facilitar o arremesso do dardo,
que seguraram alto e atrás de si.
4- Atirar
a perna esquerda para a frente, na última passada, com o braço direito e o
dardo atrás si. Flectir a perna direita, para as ancas avançarem, e o corpo se
arquear ligeiramente. Arremessar para fora o braço esquerdo, para ajudar no
equilíbrio.
5- Inclinar
para a frente o peito e os ombros, para atirar o dardo. Ver se tem o cotovelo
elevado, nesse momento, o que fará com que o dardo voe bem acima do ombro e da
cabeça, ajudando a evitar lesões na articulação do cotovelo.
6- Depois
de largar o dardo, a sua perna direita continuará a avançar para a próxima
passada. Flectir para abrandar a marcha e evitar ultrapassar a linha limite.
Permanecer atrás dessa linha até a distância ter sido medida, ou o lançamento
será invalidado.
Esta modalidade nasceu nos
Jogos das Terras Altas da Escócia provavelmente no século XIV. Os pesos eram
pedras grandes, demasiado pesadas para serem atiradas, mas passíveis de serem
arremessadas, a partir do ombro, com uma das mãos. Hoje, em vez de uma pedra,
usa-se uma bola de metal pesada, chamada peso mas a técnica permanece a mesma.
Utiliza-se a base do indicador, do médio e do anelar para aguentar o peso; com
o polegar e o mínimo podemos estabilizá-lo. Deve-se segurar o peso debaixo do
queixo até ao momento de o arremessar sem nunca tocar a palma da mão. O peso,
de bronze ou ferro, varia entre 3,25 kg para raparigas A-13, 7,26 kg para
homens e 4 kg para mulheres. No lançamento do peso são necessárias as seguintes
etapas:
1- Afastar
os pés cerca de 60 cm. Segurar o peso debaixo do queixo, mantendo alto o
cotovelo desse braço.
2- Juntar
os pés enquanto se salta, ou deslizar para a esquerda.
3- Apoiar-se
no pé direito, enquanto se aterra, e avançar com a perna esquerda. Flectir os
joelhos e preparar-se para empurrar o peso a partir do ombro.
4- Fazer
oscilar a anca direita, para lançar o corpo para a frente. Retirar o peso
debaixo do queixo, como preparação para
o largar.
5- Tentar
impulsionar o peso para cima e em frente,
a partir do queixo e tão depressa quanto possível. O peso irá tanto
longe quanto mais alto e mais depressa for arremessado.
6- Para
seguir o movimento do peso depois do arremesso, avançar com a perna direita e
dobrá-la, para evitar passar sobre a barra de madeira em frente do círculo.
Duas das provas que mais
testam os atletas são o decatlo e o heptatlo que se destinam a descobrir o
atleta masculino e feminino que seja polivalente. O decatlo que é para homens
consiste em dez provas em dois dias: os 100 e 400 m, o salto em altura, o salto
em comprimento, o lançamento do peso, os 1500 m, os 110 m barreiras, o salto à vara, o lançamento do
dardo e o lançamento do disco. O primeiro decatlo moderno foi levado a cabo na
Alemanha, em 1911, e todas as provas se deram no mesmo dia. Surgiu nas
Olimpíadas em 1912, e, tal como actualmente, demorou dois dias. O heptatlo que
é para mulheres consiste em sete provas em dois dias também: os 100 m barreiras, o salto em altura, o lançamento
do peso, os 200 m, os 800 m, o salto em comprimento e o lançamento do dardo. O
heptatlo (para as mulheres), foi introduzido em 1981 para substituir o
pentatlo, que abrangia cinco provas. Acrescentou-se-lhe o lançamento do dardo e
os 800 metros, para acentuar a força, bem como a velocidade. Em cada conjunto
de provas o vencedor é escolhido por um sistema de pontuação, no qual os
competidores obtêm pontos pelo tempo, distância e velocidade demonstrados em
cada prova. Ganha o atleta com a pontuação mais alta.
Primeiro Dia
100 metros Barreiras
As provas no heptatlo têm 30
minutos de intervalo entre si. O conjunto de modalidades põe à prova a
velocidade, a força, a agilidade e a resistência de uma atleta. O treino para
esta primeira prova - os 100 m
barreiras - também beneficia os 200 m.
Salto em Altura
Neste salto a técnica e a
agilidade são postas à prova. As regras são as mesmas que na modalidade
individual, mas as atletas são divididas em grupos com padrões semelhantes. As
atletas comem alimentos energéticos ao longo do dia.
Lançamento do Peso
Serve para pôr à prova a
força de uma atleta. As distâncias alcançadas no heptatlo são frequentemente
mais baixas do que nas provas individuais, porque a atleta é muito mais leve, e
aumentar-lhe o peso corporal para esta prova poderia prejudicar a sua actuação
nas outras. Nos lançamentos, as atletas dispõem apenas de três tentativas.
200 metros
Esta prova é praticada no
fim do primeiro dia, quando a atleta começa a sentir-se cansada. Por isso, é
tanto uma prova de resistência como de velocidade.
Segundo Dia
Salto em Comprimento
As atletas só fazem três
tentativas neste salto. A velocidade é também vital, para assegurar uma boa
corrida de balanço.
Lançamento do Dardo
A capacidade técnica bem
como a força do tronco são vitais no arremesso do dardo. Nas provas individuais,
as lançadoras do dardo são baixas e leves. A maior parte das atletas do
heptatlo são constituição semelhante e, muitas vezes, conseguem pontuar
bastante nesta prova.
800 metros
O segredo é mais a
resistência do que a velocidade. Nesta fase, a atleta devia concentrar-se na
marcação dos pontos de que necessita para estabelecer o resultado final e devia
ter por objectivo regular a sua passada.
Primeiro Dia
100 metros
Esta é a primeira prova do
primeiro dia. Nas modalidades de pista, permite-se aos atletas três falsas
partidas, em contraste com as duas habituais.
Salto em Comprimento
Depois da velocidade dos 100
m, este salto põe à prova a capacidade técnica do atleta. Os atletas que
praticam provas combinadas devem iniciar cada uma delas, ou serão
desqualificados. No entanto, se não completarem a prova por falha de um salto,
por exemplo, nesse caso não marcaram pontos, o que pode ser desastroso para o
resultado final.
Lançamento do Peso
Como no heptatlo, um físico
avultado pode beneficiar esta e outras provas de arremesso, mas talvez façam
abrandar o atleta do decatlo nas corridas de velocidade e nos 1500 metros.
Salto em Altura
Os atletas praticantes de
provas combinadas têm de aproveitar ao máximo o seu tempo de treino, e, muitas
vezes, treinarem ao mesmo tempo o salto em comprimento, o salto em altura e o
salto com vara.
400 metros
É importante beber durante o
dia, principalmente em climas quentes e depois de provas de esforço, como os
400 m. Esta é a que encerra o primeiro dia, e os atletas terão de pensar em
descansar antes das provas do dia seguinte.
Segundo Dia
110 metros
As pontuações do segundo dia
são frequentemente mais baixas, visto os atletas poderem ter os músculos
rígidos e estar cansados depois da véspera.
Lançamento do Disco
É uma prova difícil porque
exige um equilíbrio e coordenação perfeitos, e uma técnica mais apurada do que
outras provas de arremesso.
Salto com Vara
Os saltadores devem ser
rápidos, fortes e maleáveis, para executarem todos os movimentos exigidos ao
catapultar-se sobre a barra apoiando-se numa vara de fibra de vidro.
Lançamento do Dardo
Nesta altura da competição,
o atleta do decatlo estará cansado, e deverá concentrar-se em arremessar o
dardo com rigor para ter a certeza de que marca pontos. No seu primeiro
arremesso “válido”, deve ter por alvo o meio da área de aterragem. O segundo e
o terceiro arremessos podem ser usados, depois, para melhorar a distância
atingida.
1500 metros
A última e a mais difícil de
todas as provas. Como nos 800 m
femininos, a táctica é mais importante que a velocidade.
Olimpíadas dos Deficientes
Nestas competem atletas com
vários tipos de deficiências. Tal como os Jogos convencionais, as Olimpíadas
dos deficientes têm lugar de quatro em quatro anos e, sempre que possível, no mesmo
país que os Jogos Olímpicos.
As primeiras Olimpíadas
deste tipo, completas, foram em Roma, no ano de 1960 e, desde 1976, também tem
havido as Olimpíadas de Deficientes de Inverno, que incluem bicicleta e judo.
A maratona é uma corrida de
longa distância cujo trajecto é de cerca de 42 km, o que exige um esforço
extraordinário do atleta.
Tem sido corrida nos Jogos
Olímpicos desde 1896. Foi assim chamada devido à corrida efectuada por um
soldado grego, desde a cidade de Maratona até Atenas para trazer notícias da
vitória dos Gregos sobre os Persas.
Carlos Lopes
Nos 5000 m foi campeão
nacional absoluto em 1968 e 1983, tendo batido por nove vezes o recorde
nacional.
Nos 10.000 m tornou-se
campeão nacional em 1970 e em 1978, tendo superado o recorde nacional por oito
vezes. Em 1976, em Montreal, conquistou nesta modalidade uma medalha olímpica,
classificando-se no segundo lugar.
Em corta-mato foi campeão nacional
10 vezes, vice-campeão mundial em 1977 e 1983 e campeão mundial em 1976, 1984 e
1985.
Em 1976 foi campeão nacional
dos
3000 m obstáculos.
Na maratona, em 1982 e 1984
venceu a corrida de S. Silvestre (Brasil) e em Roterdão tornou-se recordista
mundial.
Em 1984 sagrou-se campeão
olímpico em Los Angeles, obtendo para Portugal a sua primeira medalha de ouro
alcançada em Jogos Olímpicos.
Rosa Mota
Nos 1500 m em 1974 e 1975
sagrou-se campeã nacional, tendo sido recordista nacional por cinco vezes.
Nos 300 m em 1974 e 1975
alcançou o título nacional e bateu o recorde nacional por sete vezes.
Nos 500 m foi campeã nacional
em 1981.
No corta-mato venceu em:
1975, 1976, 1977, 1978,1981, 1982 e 1984.
Na maratona, na corrida de
S. Silvestre (Brasil) alcançou a vitória de 1981 a 1986. Em 1982 em Atenas
ganhou a primeira medalha de ouro para Portugal, de uma modalidade olímpica e
em 1984 obteve o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Foi também
medalha de ouro em Estugarda, nos Campeonatos Europeus de Atletismo, em 1986.
No ano a seguir venceu o campeonato mundial da maratona e em 1988 ganhou a
medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul.
Outros
Outros nomes se têm
destacado no atletismo português: Domingos Castro, Albertina Dias, Aurora Cunha,
Paulo Guerra, Fernanda Ribeiro e muitos outros.
Fernanda Ribeiro nos últimos
Jogos Olímpicos foi medalha de ouro na maratona. Já no decorrer deste mês de
Fevereiro conquistou o seu segundo título nacional consecutivo de corta-mato