A "Velhinha" Tomás Cabreira Vira P.J. Artigo publicado no "Costeleta" (publicação da Associaçao dos Antigos Alunos) de Outubro de 1995, da autoria de João Leal
Segundo "fontes geralmente bem Informadas" (onde é que eu já li isto?) o edifício da Escola-Mãe, na Rua Do Município (de há muito a pedir tal lápide dizendo "Aqui funcionou..."), foi adquirido pela Polícia Judiciária (PJ) para Ampliação dos serviços da sua Directoria de Faro, instaladas no prédio contíguo, onde nos tempos idos eram os Escuteiros e a Acção Católica.
Ali decorrem já obras de restauro e adaptação visíveis nas traseiras do imóvel.
É curioso que sendo nós pessoas sérias (quando não nos rimos) e com carimbo no registo Criminal - "Nada Consta", sempre termos tido a Polícia à perna, Foi a P.S.P. nos tempos do "Carlinhos" (o falecido capitão Carlos Loureiro), ali ao pé do Arco das Vila, como o tem sido até aqui, paredes meias com a Alameda, Como ponte com o passado, foi a PJ a querer a nossa companhia. As salas onde estudámos, cabulámos e outras coisas terminados em "ámos", vão conhecer outros inquilinos, depois de por ali Ter passado a Intendência da Pecuniária...
João Leal
E meia Justiça" não será injustiça? Artigo que refere o facto da escola ser centenária, publicado no "Costeleta" de Outubro de 1995
7de Setembro. Dia da cidade de Faro. Com pompa e circunstância comemerado pela Câmara Municipal.
Em sessão solene, assiste-se à outorga da Medalha de Mérito - grau de ouro à Escola secundária João de Deus, Continuadora do antigo Liceu de Faro.
Afinal são mais de 140 anos de investimento na formação de homens. Pólo relevante de irridiação da cultura e do saber na nossa Província, estabelecimentos de ensino de qualidade pedagógica desde sempre merecedora dos maiores encómios, a Escola João de Deus merece bem o galardão que lhe foi atribuído.
Muitos nos regozijamos com o acto de justiça da edilidade e daqui felicitamos solidariamente, toda a comunidade escolar, ao mesmo tempo que endereçamos um abraço muito fraterno aos antigos alunos daquela Casa.
Foi como dissemos um acto de justiça.
Mas a Tomás Cabreira, também ela centenária, na medida em é continuadora de outras anteriores, pelos mesmos motivos, mereceria, quanto a nós idêntico reconhecimento público.
Não aconteceu. Lamentamos.
Há que diga que se fez "meia justiça".
E "meia justiça" não será, também, um forma de injustiça?
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Actualizado em 25/5/2000. hugo_virtuoso@aeiou.pt