1º CICLO: |
2º e 3º CICLOS: |
SECUNDÁRIO: |
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| JANEIRO | "Segredo" |
"O sonho" |
"Letra para um hino" |
| FEVEREIRO | "Uma perfeição de cão" |
"Amigo" |
"Não posso adiar..." |
| MARÇO | "Timidez" |
"Um poema" |
"Ser poeta é..." |
| ABRIL | "Há palavras..." |
"Urgentemente" |
"Meu amor..." |
| MAIO | "História do Sr. Mar " |
"Só por isso, Mãe" |
"Poema à mãe" |
| JUNHO | "Circo" |
"Liberdade" |
"Abaixo o mistério da poesia" |
| AMIGO Mal nos conhecemos "Amigo" é um sorriso "Amigo" (recordam-se,
vocês aí, "Amigo" é a solidão
derrotada! Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca |
| POEMA À MÂE No mais fundo de ti Tudo porque já não sou Tudo porque ignoras Por isso, às vezes, as palavras
que te digo Tudo porque perdi as rosas
brancas Se soubesses como ainda amo as
rosas, Mas tu esqueceste muita coisa; Olha - queres ouvir-me? - Ainda aperto contra o coração Ainda oiço a tua voz: Mas - tu sabes - a noite é
enorme, Não me esqueci de nada, mãe. Boa noite. Eu vou com as aves. Eugénio de Andrade, Os Amantes sem Dinheiro |
| SÓ POR ISSO, MÃE Mesmo
que a noite esteja escura, Mesmo que o mar esteja morto, Mesmo que a vida esteja nua, Só porque tu existes, Lopes Morgado, Mulher Mãe |
| Não posso adiar o amor para
outro século Não posso Ainda que o grito sufoque na garganta Ainda que o ódio estale e crepite e arda Sob montanhas cinzentas E montanhas cinzentas Não
posso adiar este abraço Não posso adiar Não posso adiar o coração A. Ramos Rosa, A Mão de Água e a Mão de Fogo |
| UMA PERFEIÇÃO DE
CÃO Conheci um cão Que jogava à bola E que tal? Não acreditam? Maria Cândida Mendonça, O Livro do Faz-de-Conta |
| LIBERDADE Ai que
prazer O rio corre, bem ou mal, Livros são papéis pintados com
tinta. Quanto é melhor, quando há
bruma, Grande é a poesia, a bondade e
as danças... O mais do que isto Fernando Pessoa, Obra Poética |
| LETRA PARA UM HINO É possível
falar sem um nó na garganta. É possível andar sem olhar
para o chão. É possível viver de outro modo. Não te deixes murchar. Não
deixes que te domem. Manuel Alegre, O Canto e as Armas |
| O SONHO Pelo
sonho é que vamos, Basta a fé no que temos. Chegamos? Não chegamos? -Partimos. Vamos. Somos. Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos |
| CIRCO No circo cheio de luz "Senhores!" Ri, palhaço! Corpo de borracha e aço José Régio, As Encruzilhadas de Deus |
| Meu amor que eu não sei. Amor
que eu canto. Amor que eu digo. Teus braços são a flor do aloendro. Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo. Teus olhos são da cor do sofrimento. Amor-país. O nosso amor é sangue. É seiva.
E sol. E primavera. O nosso amor é um pássaro
voando. Mas à toa. Deixa-me soltar estas palavras
amarradas Joaquim Pessoa, Amor Combate |
| UM POEMA Não tenhas medo, ouve: Miguel Torga, Diário XIII |
| ABAIXO O MISTÉRIO
DA POESIA Enquanto
houver um homem caído de bruços no passeio ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA António Gedeão, Linhas de Força |
| HISTÓRIA DO SR.
MAR Deixa contar... E depois? A menina adormeceu Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila |
| Há palavras com o dom De atrapalhar a gente, Pois que, tendo o mesmo som, Têm grafia diferente. Passo,
com s dobrado, Nós, com s é um
pronome, Irondino Teixeira Aguiar, Aprender a Brincar |
| SEGREDO Sei um ninho. Mas escusam de me atentar: Miguel Torga, Diário VIII |
| Ser poeta é ser mais alto, é
ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor! É ter de mil desejos o esplendor É ter fome, é ter sede de
Infinito! E é amar-te, assim,
perdidamente... Florbela Espanca, Sonetos |
| URGENTEMENTE É urgente o amor. É urgente destruir certas
palavras, É urgente inventar a alegria, Cai o silêncio nos ombros e a
luz Eugénio de Andrade, Antologia Breve |
| TIMIDEZ O bicho-de-conta Mas lá bem no fundo Se a gente lhe toca, Por mais que se faça Lá dentro escondendo Se eu fosse menino Maria Alberta Menéres, Conversas com Versos |
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